segunda-feira, 27 de dezembro de 2010


If you, if you could return, don't let it burn, don't let it fade.
I'm sure I'm not being rude, but it's just your attitude,
It's tearing me apart, It's ruining everything.

I swore, I swore I would be true, and honey, so did you.
So why were you holding her hand? Is that the way we stand?
Were you lying all the time? Was it just a game to you?
But I'm in so deep. You know I'm such a fool for you.
You got me wrapped around your finger,
Do you have to let it linger?

Oh, I thought the world of you.
I thought nothing could go wrong,
But I was wrong. I was wrong.
If you, if you could get by, trying not to lie,
Things wouldn't be so confused and I wouldn't feel so used,
But you always really knew, I just wanna be with you.
But I'm in so deep. You know I'm such a fool for you.
You got me wrapped around your finger,

Do you have to let it linger?

Cranberries - "Linger"

terça-feira, 21 de dezembro de 2010




O sabor da divindade...
Inocência se perdeu ao ver tudo, que aparentemente não existia.
Nada que Ele permitisse,
E a desobediência levou-nos ao precipício;
A este poço de ódio, onde fim não havia.
Ignorância sempre será o nosso forte
E conhecer é miragem por quem assim o anseia.
Tudo se revela fictício,
Tudo se repete
Neste ciclo vicioso comandado.
Nesse tempo de memórias fracturadas
Na sabedoria de quem as almas sabia ler,
Algo nos transformou sem saber que
Marionetas indisciplinadas não devem ter poder.
Consciente que a destruição permanece,
O Teu orgulho ficou escrito no céu,
Nesse lugar de ilusão para onde vai a prece
Do desejo de algo conhecer e se tornar seu.
Mas não passas de uma mentira de verdade,
Neste mundo repleto de corruptos
A Teu ver nos deixámos levar,
Sem ver que a razão tinha escapado
Nesta perfeita incorrecção.
A nossos olhos - ingratos que somos!
Neste mundo por Ti criado.

Nena/Mosca

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"não agora, talvez amanhã"



Não me procures.
Não espero por quem o espírito é precipitado,
No desequilíbrio da acção mais inconsciente.
O vício corporal é,
A facilidade mortal que me consome
Parte de mim, parte do que sou
E de quem eu não sei.
A porta aberta, não te atrevas a entrar.
Agora não,
Deixa-me só,
Quero ficar esquecida nas sombras de mim ,
De alguma espécie de morte
Espiritual ,
Inventada no corpo que não chega vestido de escárnio mal sentido.
É tarde mas demora um pouco mais,
Pois é fatal esse teu arrivismo consumido,
Esquecido de nós,
No hoje disfarçado de nunca mais.
No que julguei saber,
Pouco sei eu da vida que não vivo.
Não o meu corpo,
Não a essência de mim mas sim a minha voz.
Parte-me a alma sem deixar vestígios.
Mas não agora, talvez amanhã.
Não quero ser ainda nada
Antes de ser senão o nada que corre em mim.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

I am the escaped one,
After I was born
They locked me up inside me
But I left.
My soul seeks me,
Through hills and valley,
I hope my soul
Never finds me. Fernando Pessoa