Respiro, Aprecio e fecho os olhos que no fumo permanecem
Em bocas saciadas dominadas pela rotina
Repetindo imaginários princípios de satisfação
Quebrados em contractos adicionais.
Sobre a consciência perdida, desço na névoa
E volto sempre que não volto.
Em pensamento, o corpo frágil;
No desejo, S.O.S ou dependência.
É alivio momentâneo de uma luta pela vida
Um pouco mais mesmo que tarde
Filtro a dor mas mais não sou,
Aventuras mal vividas de um cigarro pensador.
Entre sombras a vontade,
Agradecimentos que palpitam nesse enredo mecanizado
Um alivio em sensações
Esquecem-se feridas, mudam-se ventos
E ergue-se esse tempo já tão morto em vida alheia.