segunda-feira, 31 de janeiro de 2011



Ray Charles is performing a concert. He finishes up, the crowd goes wild, but a man walks up to him afterwards and says " That was unbelievable. There's no way a blind man can be that good." Ray looks at him, tips his hat, and says " I don't see your point."

sábado, 29 de janeiro de 2011


Há um segredo preso nos lábios.
Há pedaços que recusam ser esquecidos,

Em palavras cheias de medo da liberdade;

De um sentir,
Sem nunca esquecer que o pecado está em não agir perante a loucura,
Que aproxima e domina a sanidade.
E o silêncio arrancado pelo corpo dócil carece,
Preso no grito desse teu peito selvagem.
Feito de pequeno animal que corre sedento num sadomasoquismo
Quente e arrepiante,
Onde imploras o meu sangue
E o suor da minha figura apertada e desenhada em ti.
Ser o sustento ou o ambição em exageros fascínios.

Sou presa dependente do teu vício.

Crava de novo as tuas garras em mim.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011


Palavras em mímica sussurradas pela alma
No delinear, despercebido aos olhos enfáticos
De um traidor sem mágoa na plena vontade de destruição.
A imunda inocência percorre um caminho perseguindo um erro,
Pois és cálculo nulo de uma equação inventada de vida,
Caracterizada, somente de adultério expresso
No refúgio humano de todo o teu ser.
Certo de quem as palavras proferia
Os actos ocultava,
Num falso amor platónico meramente corporal.
Que já em nada habita, os gritos de um coração
Ecoam no teu jogo num claro insensível sentir.
És o esquecimento reflectido em Homem sem margens,
Planos ou provas,
Num desassossego traçado por ti.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011


Guerreiam os corpos agitados em movimentos confusos
Temendo o fracasso, suspirando a esperança
Numa alma estática em cenário de sombra
Que clareia o pensamento e amansa a violência.
Armas que movem momentos
E interrompem a emoção,
Coberta de fúria expressamente em cada olhar.
Mas quem sabe a Terra não tenha fome
Se o ódio não assentar no fim.
Ou se a carne pura desfalecer,
Constrói humanas montanhas de pensamento
Vazio, apagado de súbitas lembranças.
E os corpos banhados em sangue
Na cobardia destemida - palavras em medo silenciadas,
Quebram a lei da Natureza e transformam um avanço
Cego,
Num tropeço infinito abrem as chagas do mundo
Num rio vermelho de um mapa em aparição.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011


Serve-te das minhas lágrimas
Ou já não fosses tu o tempo, paixão e desejo.

A sede e loucura da tentação que ferve pelo meu corpo

Fazem as palavras disparar sobre ti,
Demasiado intensas para que as possas sentir.

Hoje, ou talvez nunca quem sabe

Entenderás o que sentes sem partilhar

A raiva,
em ferida dada à decomposição.
Mutilada transparece a minha alma

Que brilha, de orgulho sobre a liberdade

Suplicada em todas as manhãs cinzentas.

Que pecado controla a consciência do quanto te suplico?

Dos quantos porquês que não procuro a não ser,

Se pretendes rastejar em mil poças de lamentos

Onde o vento te leva, te sufoca

Em meu auxílio neste silêncio sedutor.

Sentir sem te tocar,

Ou perder-me nos teus sonhos

Onde paira o teu corpo se a tua aura escapou

À saudade de tudo o que não viveu.

Como num último beijo.

Dessas palavras sussurradas perde-se a sede
Em saliva,
Presas a uma língua tão pouco quente
E demasiado fria em movimentos
.
Equivalente à estranha loucura que o sexo matou ,

Um desejo insólito onde te sinto como num sopro que inquieta.

Sobre a energia que aperta os meus lábios

Há fome que imagina,

Os meus lábios morderem no novo os teus.

Sempre tão presentes mas tão esquecidos no espaço

Sem luz, onde é tempo de apagar de vez

O segredo intenso que caminha sem qualquer direcção.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011




«Sabe-se lá quem és, quem vais ser e o que será de nós. Só o vamos descobrir vivendo...»

Niki pega na mão dele e beija-a.

- Alex, queres dizer-me que tens medo? Nunca sabemos nada de nós, do amor, do futuro, vamos descobrir vivendo. O que há de mais bonito?
- Medo?
- Medo de amar. Mas o que há de melhor que isto, volto a perguntar? Que risco vale mais a pena correr? É tão bom darmo-nos completamente a outra pessoa, confiar nela e não ter mais preocupações, a não ser de vê-la sorrir.
- Sim, é bom. Só que entre nós há vinte anos de diferença...
- O amor mais bonito é um cálculo errado, uma excepção que confirma a regra, aquele ao qual dirias «nunca». O que tenho eu a ver com o teu passado? Eu sou a variável enlouquecida da tua vida, mas não posso convencer-te. O amor não é sabedoria, é loucura...
- «Espero muito que sejas sincera...» - Beija-a. Um beijo lento, suave, que gostaria de falar, calmamente, dizer tudo, muito, demais...«Quero apaixonar-me, Niki, amar, ser amado, quero um sonho, quero construir, quero certezas. Tenta entender. Preciso esquecer o que aconteceu nestes vinte anos passados sem ti.»

Um beijo sabe dizer tudo isso? Depende da capacidade de ler dos lábios de quem o recebe.

«Desculpa, mas vou chamar-te amor» - Federico Moccia