sábado, 25 de setembro de 2010

presença


Existem coisas que certamente aceitamos mas nunca somos capazes de engolir : taparmos os olhos, entregar-mo-nos de corpo e alma e deixarmos o sorriso a vista, quando por coincidência num dia de sol através da venda, vemos a sombra da pessoa a quem entregamos o nosso coração de mão dada com outra. aí aceitamos, mas somos incapazes de engolir que fomos usados como uma peça frágil suplente de experiência, enquanto a outra pessoa se decidia a procurar em silêncio a peça final certa para o puzzle que realmente lhe interessasse e fosse útil.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010


quando o tempo é somente pó e a saudade é tempo perdido.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010


a rotina já começou. viva os dias rodeada de gente que me olha com olhos de que pensa que me conhece. viva !

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

, vírgula no sentido errado da frase


As palavras que fluem são meros sentimentos,
Não sei sequer ao certo o que há dentro de mim.
Os sons,
As palavras que capto são apenas memórias,
Navegam em mim como um barco perdido
E fingem ser grandiosas como as ondas do mar.
Mas na imensidão do mundo das letras ,
Sou apenas uma vírgula no sentido errado da frase.
Sonho,
Acredito,
Mas é nula a capacidade de me expandir nessa tempestade.
Tenho medo das ondas que me envolvem
À medida que as perguntas surgem,
Todos os nadas e todos os porquês.
Sou apenas miragem
E hoje descobri que na verdade da verdade,
Eu não sei português.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

I'm just like a cigarette,


I'm just like a cigarette and you know I'm an addiction. We drink and smoke all times as if they were the last. I found you my friend. What matters is how it all begins - friendship. What happens in between is secret, because in the end you know that it was all like a dream. But you know you hold me like nobody else can do right ?

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

dança intemporal


És pedra imóvel que nem com o tempo se gasta.
Constróis a avenida do meu pensamento com falhas invisíveis,
Que derrubam quem quer passe,
Apressado, fingindo sempre saber o que faz.
Atropelando a minha vulnerabilidade nada mais há a fazer,
A não ser caminhar descalça pelas fendas que me rasgam o andar.
Pela rua fora circula sangue derramado,
Sangue que lava a fúria do teu estranho caminhar.
É criação mutante que corrói toda a noção de ser.
E dançando à chuva,
Ao som dos gritos de desespero és frágil na madrugada,
Ansiada pela amargura do não saber porquê.
Perco-me de novo na esquina da tua mente,
No palco de eternos falsos actores.
Desejos incontroláveis batem à porta da minha insanidade em forma de caixa de cristal.
Eu sei que os ovos não devem dançar com pedras,
Mas ensaia mais uma vez comigo,
Numa avenida desconhecida que transforme o momento numa dança intemporal.