terça-feira, 24 de maio de 2011

Vem trazer um esquecimento momentâneo
da minha visão transfigurada do mundo
Com um simples atar de braços
Fixos em nós, sem perder tudo o que guardámos
É o agora inexplicável que talvez amanhã compreenderás
sem questionar, ou trocar qualquer palavra
Num segundo da nossa paz espiritual
Traz-me a aragem sedutora desse teu brilho angelical
Sempre tão sóbrio de ideias, faz o jogo e lança as cartas
De uma luz, um mistério apagão
Forças mágicas deliram e observam
Só a vodka, o cigarro, o entardecer , a tua mão
E o meu olhar, transpira paisagem banhada de Sol
Em equilíbrios de luz suados no tempo.

quinta-feira, 12 de maio de 2011


Destruído,
Maltratado sem saber és quem nos suporta;
E o vulcão de dor que habita em ti explode agora,
Com toda a raiva e ignorância dos males
De quem não tem dó mas se prende a ti.
Não somos dignos da tua generosidade
Nem tão pouco do teu abrigo,
E quem ousar desafiar-te de novo
Será também pela terra comido;
És deus das tempestades
Dos furacões e impiedades,
Mas és senão uma irresponsabilidade
De quem não te soube usar;
De novo não somos dignos sequer das lágrimas de cólera que derramas,
Sobre o cancro maligno que em ti criámos.
Tirámos-te a vida,
Vendámos-te os olhos e mutilámos o teu esplendor
E agora o que nos resta é senão nosso castigo;
Mundo esquecido,
Mundo sem vida,
Mundo nosso sem-abrigo.