quarta-feira, 4 de agosto de 2010

bang !


Eu estava indecisa, não conseguia ligar todos os pontos do meu corpo e manter uma atitude racional. A cabeça estava afastada do resto do corpo. Conseguia sentir cada batimento apressado do meu coração, que tentava criar um pacto com a minha mente, mas esta não correspondia. Parei de caminhar e finalmente cheguei perto do carro, logo de seguida um sentimento de nostalgia se apoderou de mim. Mas afinal porque é que eu ali estava? Uma jovem loira coberta pela sombra da noite saiu do carro , dirigiu-se a mim e abriu-me a porta para eu entrar. Assim que entrei, logo uma voz rouca masculina inundou o silêncio que se fazia e me desejou boa noite - era a voz do motorista. O carro arrancou e ninguém sabia para onde se dirigia, nem mesmo quem o conduzia. Por fim, ouviu-se o barulho do carro a travar suavemente e fez-se silêncio de novo. Será que alguém sabia o que ali estava a fazer? Certamente não. Eu, apática nos meus pensamentos não conseguia pensar em nada porque as minhas ideias estavam a criar a terceira guerra mundial naquele momento. A jovem sorriu para mim, mas também ela não sabia ao certo o porquê de ter percorrido tantos Km para me encontrar. O motorista decidiu quebrar o silêncio e finalmente perguntar o motivo de ali estarmos, mas ninguém soube responder. Lá fora , apenas se viam árvores e a única fonte de luz presente provinha do carro. Dentro do carro, havia uma ambiente constrangedor misturado com um cheiro a perfume masculino e perfume feminino, onde eu sinceramente já me estava a sentir tonta. Abri a janela para respirar, mas quando dei por mim a jovem já tinha aberto a porta e se tinha sentado bem perto de mim e o calor voltou de novo. Conseguia distinguir agora bem o aroma que minutos antes era apenas uma substância misturada com outra. O perfume era intenso. O motorista saiu do seu lugar e sentou-se no meio de nós e conversámos durante alguns minutos, mas não deu mesmo para mais. Primeiro um toque suave feminino, mas logo de repente senti uma força puxar-me e um toque mais intenso de um corpo mais forte se fez invadir em mim. Não havia motivos concretos. Não havia respostas. Só havia o momento e a oportunidade. E o calor, forçou-nos a usá-lo como desculpa para algo óbvio que três mentes confusas tentavam proteger. Não havia justificações a dar a ninguém. Bang , morremos ali os três.

1 comentário:

  1. Isto quase que é o scary movie do meu texto. ahaha Repara no pormenor do 'Bang, morremos ali os três'. Olha minha menina anda masé brincar comigo e esquece esses bangs (a)

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