quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"instinto"


É aliciante um respirar
Puro,
Genuíno num mundo aparentemente acolhedor
Que crava o veneno no peito quase desfeito
Pelo noção de que uma palavra não o mata,
Mas apenas lhe causa dor.
Consciente que o vento acalma a ânsia
Do pequeno selvagem que caminha lado a lado,
Sobre a Terra que pisa,
Que tanto lhe sabe a metamorfose amarga
Onde o Sol devia ser Lua
E a terra devia ser mar.
Um mundo ao contrário,
Na confusa mente humana perdida,
Entre o céu divino e a luz natural
Chamando a sombra a cada passo que dá,
Pedindo a autorização a cada músculo
Suplicando pela vida a um ser que não vê.
A vida é um segundo mal conseguido
Como a paixão inconsciente,
É pura Natureza,
Instinto animal,
Que procura num rasto um milagre inesperado
Como carne, ferida e ar.

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