quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011



Nunca é simétrico um olhar de quem não sabe sentir
Apavorado na entrega total,
Onde na defesa dos sentidos correm em filas secretas
Os vagabundos, mutilados de solidão.
Tal a prece que não chega,
Tanto quanto o sabor real
Misturado em leves toques de maresia;
Desce riachos feitos de sonhos
Em festivos tributos alegóricos,
Onde se senta em pensamentos
E atropela os que não esperam.
Se quem não pressente a vontade não demora,
Num ensaio paralelo
Dançam as almas em seguimentos rotativos,
Numa prisão suserana espelhada sem afectos.
O Ceifeiro de vidas,
Mente bem como a morte,
Vem em silêncio mas todos o esperam.

3 comentários:

  1. Tu podias mandar os teus poemas para uma editora que eu conheço e que gosta imenso de poemas deste género..depois diz-me qualquer coisa. Beijinho

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