
Destruído,
Maltratado sem saber és quem nos suporta;
E o vulcão de dor que habita em ti explode agora,
Com toda a raiva e ignorância dos males
De quem não tem dó mas se prende a ti.
Não somos dignos da tua generosidade
Nem tão pouco do teu abrigo,
E quem ousar desafiar-te de novo
Será também pela terra comido;
És deus das tempestades
Dos furacões e impiedades,
Mas és senão uma irresponsabilidade
De quem não te soube usar;
De novo não somos dignos sequer das lágrimas de cólera que derramas,
Sobre o cancro maligno que em ti criámos.
Tirámos-te a vida,
Vendámos-te os olhos e mutilámos o teu esplendor
E agora o que nos resta é senão nosso castigo;
Mundo esquecido,
Mundo sem vida,
Mundo nosso sem-abrigo.
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