devoro a viagem com a pressa de chegar
como o tempo à medida que a chuva cai sobre mim
e o vento funde comigo se a saudade não couber mais
veloz os passos não falham no cálculo
pois em actos reflexos os pulmões são certeza
dos semáforos em oásis da minha visão alucinogénica
a escuridão tépida revela beleza revestida de melancolia
na pele que rasgo agora, sou movimento em quarto minguante
aos olhos de quem não me vê
e na verdade crescente é onde vive a essência
por aquilo que luto em cada segundo na oportunidade de um dia D
é ironia apagada pela cumplicidade enigmática
dos sorrisos trocados ao amanhecer, quando a noite cai
a implantação do silêncio
bastidor de toques apelados em sentidos intensificados
são fantasma, se o destino não for agora
palavras caladas
recantos escuros à porta do manicómio que há em nós
são o mundo que parte para longe, entre quatro paredes
ao som de norah jones quando ficamos de novo a sós

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