quinta-feira, 29 de julho de 2010

casa da minha coinsciência


Vejo uma casa cheia de luz
Porém vazia, assombrada pelo medo da certeza
Onde as memórias são reflectidas pela melancolia

A casa diz, eu sei
Eu grito, EU NÃO

E percorro o telhado à procura de uma fenda
Onde possa encontrar uma saída
Para a incerteza da volta,
De tudo o que sei que me faz mal
Nessa casa moro eu,
Mora a minha consciência
E mora tudo o resto que o mundo desconhece - a verdade
A luz que me prende e eu finjo não ver

Eu digo, VOLTA
A casa diz, NÃO QUERO MAIS

Nada que a ilusão não cure
Nada que um mar de lágrimas não suporte
De tudo o que nos faz mal e a consciência finge não ver
E seremos cúmplices de todas as aventuras
Dos podres da aparente perfeição
Que intencionalmente criámos sem a verdade saber

Poluição mental que me invades sem permissão
És luz egocêntrica
Sinónimo para ti não há
Puta de luz hipnotizante que não te apagas
Vai iluminar a casa da consciência de outro alguém
Nesta casa já não mora quem pensas
Ilumina a alma dos que têm a certeza


A casa sussurra, volta
Eu afasto-me da sombra da certeza que em tempos de ilusão criei

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