Noite após noite sentada no sorriso das escadas do tempo. Na luz que projectava a felicidade, situava-se agora o mundo nocturno envolto de lágrimas prateadas, mergulhadas em lucidez escada após escada, acabando sempre por chegar ao infinito do martírio. De volta a luz do sol, longe do único refúgio que há em mim, mentes mal inspiradas que me olham e me fazem perder na súbita luta quotidiana do saber-estar. É rouca a voz que se faz emanir cá dentro, gasta pelos delírios das explosões de escárnio constante. Puro êxtase. Eco débil reprimido pela dor de já não saber acreditar. Murmúrios aglutinados pela leve sensação de que hoje sou eu e o ontem já se foi. De dia a escada é apenas escada, mas de noite, o segredo conta ao segredo que de noite é o meu refúgio. E o brilho pelo qual se faz pressentir é a verdadeira razão do meu sorriso ainda existir.
Eu gosto de ler os teus, os detalhes acho bastante impressionante cada descrição.
ResponderEliminarBeijo (: