terça-feira, 16 de novembro de 2010

"renascer"


Quando o frio envolve a noite e a chuva quebra o silêncio,
É no teu abraço que quero permanecer.
Quando o orvalho vem devagar rasgar a manhã e acalmar a tempestade,
É o teu respirar que quero sentir.
E quando o sol surge escondido pela manhã fora com medo,
O sabor do meu beijo envolve-se com o teu.
Tempestade de beijos.
A paisagem cinzenta que aproxima ainda mais o teu corpo do meu.
Eu fico,
Tu ficas,
E ela vai,
Saudade carregada pelo novo desejo intercalado com o desconhecido que vi.
O momento que aquece a alma tanto quanto aquece o tempo
É realidade num sonho inacabado,
É sol de verão num inverno a decorrer
No pecado mortal que transporta a dimensão até,
Talvez a pequena luz no tempo em que o corpo nos vê renascer.

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