segunda-feira, 17 de janeiro de 2011




«Sabe-se lá quem és, quem vais ser e o que será de nós. Só o vamos descobrir vivendo...»

Niki pega na mão dele e beija-a.

- Alex, queres dizer-me que tens medo? Nunca sabemos nada de nós, do amor, do futuro, vamos descobrir vivendo. O que há de mais bonito?
- Medo?
- Medo de amar. Mas o que há de melhor que isto, volto a perguntar? Que risco vale mais a pena correr? É tão bom darmo-nos completamente a outra pessoa, confiar nela e não ter mais preocupações, a não ser de vê-la sorrir.
- Sim, é bom. Só que entre nós há vinte anos de diferença...
- O amor mais bonito é um cálculo errado, uma excepção que confirma a regra, aquele ao qual dirias «nunca». O que tenho eu a ver com o teu passado? Eu sou a variável enlouquecida da tua vida, mas não posso convencer-te. O amor não é sabedoria, é loucura...
- «Espero muito que sejas sincera...» - Beija-a. Um beijo lento, suave, que gostaria de falar, calmamente, dizer tudo, muito, demais...«Quero apaixonar-me, Niki, amar, ser amado, quero um sonho, quero construir, quero certezas. Tenta entender. Preciso esquecer o que aconteceu nestes vinte anos passados sem ti.»

Um beijo sabe dizer tudo isso? Depende da capacidade de ler dos lábios de quem o recebe.

«Desculpa, mas vou chamar-te amor» - Federico Moccia



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