terça-feira, 18 de janeiro de 2011


Serve-te das minhas lágrimas
Ou já não fosses tu o tempo, paixão e desejo.

A sede e loucura da tentação que ferve pelo meu corpo

Fazem as palavras disparar sobre ti,
Demasiado intensas para que as possas sentir.

Hoje, ou talvez nunca quem sabe

Entenderás o que sentes sem partilhar

A raiva,
em ferida dada à decomposição.
Mutilada transparece a minha alma

Que brilha, de orgulho sobre a liberdade

Suplicada em todas as manhãs cinzentas.

Que pecado controla a consciência do quanto te suplico?

Dos quantos porquês que não procuro a não ser,

Se pretendes rastejar em mil poças de lamentos

Onde o vento te leva, te sufoca

Em meu auxílio neste silêncio sedutor.

Sentir sem te tocar,

Ou perder-me nos teus sonhos

Onde paira o teu corpo se a tua aura escapou

À saudade de tudo o que não viveu.

Como num último beijo.

Dessas palavras sussurradas perde-se a sede
Em saliva,
Presas a uma língua tão pouco quente
E demasiado fria em movimentos
.
Equivalente à estranha loucura que o sexo matou ,

Um desejo insólito onde te sinto como num sopro que inquieta.

Sobre a energia que aperta os meus lábios

Há fome que imagina,

Os meus lábios morderem no novo os teus.

Sempre tão presentes mas tão esquecidos no espaço

Sem luz, onde é tempo de apagar de vez

O segredo intenso que caminha sem qualquer direcção.

1 comentário:

  1. leste todo? :o
    estou completamente espantada :| tens noção de que eu tenho 92 posts, e alguns dos textos são enormes? :o
    eia, fantástico, completamente :p
    Pois é, e às vezes é bom quando não voltam. É bom quando ficam bem enfiados nos confins do mundo, e não nos atormentam mais.
    Temos de aprender que a vida é um conjunto de batalhas sucessivas, e é preciso vencê-las.
    Obrigadaa *

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